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QUAL A DATA DE HOJE?

Seja bem-vindo. Hoje é

14 de setembro de 2014

O TRANSGRESSOR E PECADOR DAVI

O SERVO DO ALTÍSSIMO DAVI

Davi voltou para casa a fim de estar com a sua família, e Mical (sua primeira esposa), filha de Saul, saiu para encontrá-lo. Ela disse: — Que bela figura fez hoje o rei de Israel! Parecia um sem-vergonha, mostrando o corpo para as empregadas dos seus funcionários!

Davi respondeu: — Eu estava dançando em louvor ao Criador, que preferiu me escolher em vez de escolher o seu pai e os descendentes dele e me fez o líder de Israel, o seu povo. Pois eu continuarei a dançar em louvor ao Criador e me humilharei ainda mais diante dele. Você pode pensar que eu não sou nada, mas aquelas moças de quem você falou vão me dar muito valor!

E Mical, filha de Saul, nunca teve filhos.

O rei Davi conseguiu controlar completamente o seu reino, e o Criador o livrou de todos os seus inimigos.

Um dia Davi disse ao profeta Natã:Veja só! Aqui estou eu, morando numa casa revestida de madeira de cedro, enquanto a arca da aliança (a representação do Criador de forma física) está guardada numa barraca! 

A palavra tabernáculo vem do latim tabernaculum, "TENDA", "CABANA" ou "BARRACA" e designa o santuário portátil onde durante o Êxodo até os tempos do Rei Davi os israelitas guardavam e transportavam a arca da Aliança, a menorá e demais objetos sagrados. Em hebraico se chamava mishkan, משכן, "moradia", (local da Divina morada). Também se denominava mow'ed, מוֹעֵד, "Tenda da Reunião". Era composto de três dependências: Átrio Exterior, Santo Lugar e Santo dos Santos.

Natã respondeu:Faça tudo o que quiser porque o Criador está com você.

Mas naquela noite o Criador disse a Natã:

Vá e diga ao meu servo Davi que eu mandei dizer o seguinte: “Não é você a pessoa que deve construir um templo para eu morar nele”. 

Podemos entender que o Criador já tinha a sua verdadeira morada e o seu verdadeiro construtor, ou seja, o Nosso Salvador construiria um Templo Espiritual e nós seríamos a sua VERDADEIRA MORADA ( No nosso entendimento). 

Desde que tirei do Egito o povo de Israel e até hoje, eu não tenho morado em nenhum templo. Tenho viajado morando numa barraca.

 “Em todas as minhas viagens com o povo de Israel, nunca perguntei aos líderes que escolhi por que razão eles não construíram para mim um templo revestido de cedro.”

Portanto, diga ao meu servo Davi que eu, o Criador Todo-Poderoso, digo o seguinte: “Eu tirei você do trabalho de pastoreador de ovelhas nos campos, para que governasse o meu povo de Israel”.

Estive com você em todos os lugares por onde tem ido e, conforme você foi avançando, eu o defendi de todos os seus inimigos. Eu farei com que você seja famoso, tão famoso quanto os maiores líderes do mundo.

Escolhi um lugar para o meu povo de Israel e o fiz morar ali, onde eles viverão em paz. Desde que entraram nesta terra, eles têm sido atacados por povos violentos, mas isso não acontecerá mais. Eu prometo que livrarei você de todos os seus inimigos e que lhe darei descendentes.

E, quando você morrer e for sepultado ao lado dos seus antepassados, eu colocarei um dos seus filhos como rei e tornarei forte o reino dele.

Será ele quem construirá um templo para mim, e eu farei com que os seus descendentes governem para sempre. 

AQUI VALE UMA ANÁLISE:
O Criador foi bem claro em dizer que Ele, representado pela Arca do Conserto, habitava em uma barraca; 

O Templo de Salomão não durou para sempre; 

O Templo de Herodes da mesma forma foi destruído.

PERGUNTA

Que descendente de Davi construiu um templo e este é para sempre? Em que local ele está edificado? 

RESPOSTAS: 

a) O descendente foi o Nosso Messias, o Nosso Salvador. 

b) A sua edificação somos nós. Nós somos a habitação do Espírito do Nosso Criador. Nós somos a sua barraca.

Eu (O Criador) serei o pai dele, e ele (O Salvador) será meu filho. Quando ele errar, eu o castigarei como um pai castiga seu filho.

Porém não retirarei dele o meu amor, como fiz com Saul, para que você pudesse ser rei.

Você sempre terá descendentes, e eu farei com que o seu reino dure para sempre. “E a sua descendência real nunca terminará.”

E Natã contou a Davi tudo o que o Criador lhe havia revelado.
DAVI OROU AO PAI E TOMOU DECISÕES ABSURDAS EM DESACORDO COM A LEI DE AMOR AO PRÓXIMO. A LEI DO ALTÍSSIMO.

O rei Davi entrou na barraca, sentou-se e orou assim: — Ó Pai, meu Criador, eu não mereço tudo o que fizeste por mim no passado, e a minha família também não merece.

E, como se as bênçãos do passado ainda fossem poucas, agora estás fazendo promessas a respeito dos meus descendentes no futuro. E deixaste um homem ver isso, ó Pai, meu Criador!

O que mais posso te dizer? Tu me conheces, pois sou teu servo.

Era o teu desejo e propósito fazer isso; e tu me deixaste saber de todas essas grandes coisas.

Como és grande, ó Pai, nosso Criador! Não há ninguém igual a ti; como temos ouvido dizer, somente tu és o Criador; não existe outro.

Não há nenhuma outra nação na terra como o teu povo de Israel, que libertaste para ser o teu próprio povo. Tu te tornaste famoso e fizeste grandes e maravilhosas coisas por eles. Tu libertaste o teu povo do Egito e expulsaste as outras nações e os seus deuses conforme o teu povo ia avançando.

Ó Pai, tu fizeste com que o teu povo de Israel fosse teu para sempre e te tornaste o seu Pai.

— E agora, ó Pai, nosso Criador, confirma a promessa que fizeste a meu respeito e a respeito da minha família e cumpre o que disseste que ia acontecer.

A tua fama será grande, e para sempre as pessoas dirão: “O Criador Todo-Poderoso é o Criador de Israel.” E tu farás com que sempre haja reis entre os meus descendentes.
Pai Todo-Poderoso, Criador de Israel! Eu tenho coragem para te fazer esta oração porque revelaste a mim, teu servo, que farás com que os meus descendentes sejam reis.

— E mais. Tu, ó Pai, me fizeste esta maravilhosa promessa, e as tuas promessas sempre se cumprem porque tu és o Criador.

Eu te peço agora que abençoes os meus descendentes para que eles continuem a ter sempre a tua proteção. Tu, ó Pai, meu Criador, prometeste isso. Que a tua bênção esteja com os meus descendentes para sempre! 

DEPOIS DE “ORAR” ENTRA EM CENA O GENOCÍDIO DE DAVI 

GENOCÍDIO 

[De gen(o)-2 + -cídio.]
Substantivo masculino.

Crime contra a humanidade, que consiste em, com o intuito de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, cometer contra ele qualquer dos atos seguintes: matar membros seus; causar-lhes grave lesão à integridade física ou mental; submeter o grupo a condições de vida capazes de o destruir fisicamente, no todo ou em parte; adotar medidas que visem a evitar nascimentos no seio do grupo; realizar a transferência forçada de crianças dum grupo para outro:
"Quantas esperanças fundaram os alemães nos gases asfixiantes e na guerra bacteriológica! .... E os que mais protestavam contra esses nefandos genocídios herdaram a idéia e continuaram estudos de aperfeiçoamento dela" (Fidelino de Figueiredo, O Medo da História, pp. 153-154). 

Algum tempo depois, Davi atacou os filisteus, derrotou-os e acabou com o poder deles naquela região.

Ele também derrotou os moabitas. Fez com que se deitassem no chão, mediu-os com uma corda e matou dois terços deles. Assim os moabitas se tornaram escravos de Davi e lhe pagavam impostos.

Então Davi atacou o rei de Zoba, Hadadezer, filho de Reobe, quando este foi tomar de novo as terras que ficam perto do rio Eufrates.

Davi prendeu mil e setecentos cavaleiros de Hadadezer e vinte mil dos seus soldados da infantaria; também aleijou os cavalos que puxavam os carros, deixando cavalos somente para cem carros.

Os sírios de Damasco foram socorrer Hadadezer, e Davi matou vinte e dois mil deles.

Em seguida colocou acampamentos militares na terra deles. Davi os dominou, e eles lhe pagavam impostos. O Criador fez com que Davi fosse vitorioso em todos os lugares aonde ia.

Davi tomou dos oficiais de Hadadezer os escudos de ouro que eles usavam e os levou para Jerusalém.

Também levou uma grande quantidade de bronze das cidades de Betá e Berotai, que eram governadas por Hadadezer.

O rei Toí, da cidade de Hamate, soube que Davi tinha derrotado todo o exército de Hadadezer.

Então enviou o seu filho Jorão para cumprimentar Davi e para lhe dar parabéns por ter vencido Hadadezer. Acontece que Toí havia lutado muitas vezes contra Hadadezer. Jorão levou para Davi objetos feitos de prata, de ouro e de bronze.

E o rei Davi os separou para serem usados na adoração ao Pai, juntamente com a prata e o ouro que havia tomado dos povos que havia conquistado, isto é, os edomitas, os moabitas, os amonitas, os filisteus e os amalequitas. E fez a mesma coisa com parte do que havia tirado de Hadadezer.

Davi se tornou ainda mais famoso quando voltou depois de ter matado dezoito mil edomitas no vale do Sal.

Ele colocou acampamentos militares em todo o país de Edom e dominou o povo dali. O Criador fez com que Davi fosse vitorioso em todos os lugares aonde ia.

DE ACORDO COM AS ESCRITURAS DAVI AGRADOU OU DESAGRADOU AO PAI CELESTIAL? 

Ele mesmo assim falou ao Altíssimo:

Tem misericórdia de mim, ó Pai, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. 

Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado

Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. 

Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares. 

Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe

Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.

Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.

Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades.

Cria em mim, ó Pai, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.

Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.

Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.

Livra-me dos crimes de sangue, ó Pai, Criador da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.

Abre, Pai, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor.

Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

Os sacrifícios para o Criador são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Pai.

Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.

Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerão novilhos sobre o teu altar.

QUE OS PECADOS DE DAVI NÃO SIRVAM DE EXEMPLOS PARA NÓS. 

Leia as Escrituras.

7 de setembro de 2014

A RELIGIÃO E O EVANGELHO

O INSOLÚVEL CONFLITO ENTRE A RELIGIÃO E O EVANGELHO

Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que Ele estava na cidade. Muitos afluíram para o lugar onde Ele estava, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e Jesus anunciava-lhes a Palavra. Alguns foram ter com Ele conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se Dele, por causa da multidão, descobriram o telhado no ponto correspondente ao em que Ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente.

Em que igreja alguém teria a liberdade de quebrar o telhado e baixar alguém para dentro do culto sem ser preso ou ter que indenizar a igreja por danos no telhado?
  
Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.

Pode haver desejo mais puro, mais humano, mais divino e mais sublime, do que este desejo de que os pecados sejam perdoados? Qualquer interpretação maligna viria do fato que eles sabiam que Jesus não só falava sério, mas que o que Ele dizia era também verdade para quem ouvia.

Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?

Somente almas adoecidas pelos ritos morais de doutrinas de pedra podem se infelicitar com a afirmação de que os pecados de outro homem estão perdoados. Questionar tal realidade é questionar a essência do ensino de Jesus quanto ao fato que Ele mesmo ordenou que Seus discípulos perdoassem pecados, como Deus mesmo perdoa. O cerne do ensino de Jesus acerca de Deus em relação aos homens, e dos homens em relação uns aos outros, é que pecados são perdoados. Mas isto escandaliza a religião, posto que ela se julga a detentora do poder de dizer quando ou não Deus perdoou ou deve ter perdoado algum pecado.

E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados— disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!

 O Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados! A ironia é que os homens creem muito mais que paralíticos podem ser curados do que pecados podem ser perdoados. Aceitar que o Filho do Homem tem autoridade para perdoar pecados, e, aceitar que os pecados estão perdoados, os nossos ou os dos outros, é que é um grande desafio para a alma. Por isso todos creem em ‘milagres’, mas poucos creem em perdão; no seu próprio e no concedido e recebido por outros.

De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e Ele os ensinava. Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.

Procurar a Levi no escritório, no lugar das cobranças de impostos, o qual estava lotado de devedores, os quais bem conheciam quem era Levi, ou Mateus, era algo profundamente provocativo em todas as perspectivas. Mas Jesus escolhe o homem mal visto para ver o bem.

Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com Ele e com Seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam.

O fato de Mateus ter sido convidado e aceito andar com Jesus, certamente criou no coração de todos os cobradores de impostos [publicanos] e de todos os demais indivíduos que se sentiam marginalizados pela religião e suas leis e morais [os pecadores], bastante confiança diante de Jesus. Ele não julgava as pessoas e nem se deixava sequestrar por estereótipos. Por isso os homens normais confiavam Nele.

 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos Dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?

Comer e beber sempre foram gestos de amizade e companheirismos. A palavra companheiro significa ‘aquele que divide o pão’—com-pan... Mas nos dias de Jesus aquele ato e com aquelas pessoas evocava uma união e uma identidade que assustava a casta dos religiosos, com suas Morais Separatistas, com seus Apartheides e com seus Campos de Separação dos demais homens. Assim, comer com publicanos e pecadores—coisa simples e normal, comum, sadia, e própria da vida—, se torna algo imenso, descomunal, carnal, impróprio, impuro, sacrílego, blasfemo. A alma que se torna moral nos sentido julgador da palavra tem em si o poder de chamar à existência as coisas que não existem. Neste caso, neste texto, nada estava acontecendo. Jesus estava apenas comendo com outros seres humanos. Mas a religião não reconhece humanidade senão nos que são clonados por ela.

Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.

Jesus veio para todo aquele que diz: “Miserável homem sou!”; ou para quem diz: “Sou o maior dos pecadores”; ou até para quem diz como Friedrich Nietzsche: “Se realmente existe um Deus vivo, sou o mais miserável dos homens.” Os fariseus ouvem Nietzsche, e dizem: “Vejam! Ele próprio se condena!” Jesus, porém, pode ouvir de outra maneira, de tal modo que até o que a religião ouve como blasfêmia, pode, para Jesus, ser apenas confissão de necessidade. Mas os fariseus não podem se igualar desta forma aos homens. Eles podem até se dizer doentes. Porém, sempre dirão que ‘eram’ doentes, ‘antes’ de conhecerem a sua religião de agora. Mas jamais se colocarão em igualdade com os doentes crônicos, e que se internam para o resto da vida aos pés de Jesus.

Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Vieram alguns e lhe perguntaram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam?

Ninguém perdia a chance de tentar enquadrar a Jesus. Ele tinha que ceder. Alguma concessão à idiotice Ele teria que fazer. Sim, Ele precisa transigir como fazem todos os seres que guardam alguma forma de interesse nas importâncias deste mundo. Por isso, talvez animados pelo fato de que Jesus demonstrava respeitar e amar João Batista, alguns fariseus ousaram tentar pegar Jesus em alguma forma de cooptação. Se Ele desse um dia para que tal coisa acontecesse, ou se aceitasse que se instituísse O Dia do Jejum de Jesus, na mesma hora tudo o que Ele ensinava viraria religião, e perderia o poder subversivo do Reino de Deus.

Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar. Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão. Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura. Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.

Jesus lhes diz que ser Seu discípulo é discernir e possuir senso de propriedade. Não se faz jejum em dia de festa. No entanto, Jesus vai mais além, e os provoca evocando uma imagem de Festa, de Bodas do Noivo, de algo que tinha suas raízes no chão da maior alegria humana—o casamento—, mas que também remetia para a imagem e o arquétipo de uma Boda Escatológica. Ele diz que há algo Do Outro Mundo acontecendo entre eles, enquanto eles pensam em jejuar. Jesus diz que quem fosse Seu discípulo, então, que entrasse naquela festa de publicanos e pecadores, pois, era ali que estava o Reino de Deus; posto que onde queira que Jesus seja bem-vindo, aí o Reino faz pouso. No entanto, Ele prossegue também denunciando a impossibilidade de que aquela ‘nova’ maneira de ver a vida pudesse ser aceita por ‘olhos antigos’. Ele diz que não tentará fazer tal implante de consciência. Na realidade, Ele diz que seria e ficaria ainda pior. Ele sabe que certas consciências se cristalizam em certos estados, e começam a perder o viço da vida. Aceitar a vida no Reino e seu espírito de Bodas é inaceitável para aqueles que vivam do luto. Aquelas pesadas estruturas de tradição jamais aceitariam o Evangelho do reino. Assim, Ele também indica que o novo estava no mundo, entre publicanos e pecadores, nas esquinas, nas vielas, nas ruas, nas festas, nos caminhos, e nas veredas todas desta existência, onde houver alguém querendo. Jesus também ensinava que nem mesmo perder tempo quebrando paradigmas Ele perderia. Ele diz que põe novo no novo e não insiste em meter o novo no velho. É grande o estrago... Com isto Ele diz que estruturas mentais que se tornam coletivas e engessadas, são como algo que envelhece como pano ou saco de couro de odres de vinho. Para Ele elas deveriam acabar por si mesmas. Mas não há aqui uma fixação de nenhum estado de inconversibilidade. Qualquer individuo pode mudar. Mas o espírito de um tempo não se converte.

Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?

Agora a questão é o dia do Descanso Obrigatório, o Sábado, pois é isto aquilo no que ele se tornara. Era lícito segundo a Lei de Moises que as espigas das esquinas fossem deixados aos pobres e necessitados, para que não houvesse fome na terra, mesmo que alguém não tivesse uma propriedade. A questão, no entanto, é se no Sábado isto poderia ser feito. Essa era a preocupação da religião, sempre aflita pelas causas importantes, e sempre disposta a defender Deus das irreverências dos homens. Parecia que Deus não teria descanso se tudo não parasse na Terra. O homem teria que morrer de fome por amor a Deus nas beiradas dos campos de cheios de espigas de vida. O Deus da religião é do tamanho da mediocridade e da mesquinhez dos fariseus.

Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele?

Jesus então escracha. Literalmente. Afinal, eles falavam de algo que existia em campo aberto e que poderia ser licito ou não dependendo do dia—no caso, o Sábado—; mas Jesus vai além, e coloca logo um questão—perguntando se nunca haviam lido acerca do assunto—que está muito mais para além de todas as expectativas. Ele diz que Davi comeu o pão sagrado, e comeu daquilo que era proibido comer em qualquer dia, e por qualquer pessoa que não fosse o sacerdote, e, ainda assim, conforme o rito..., e não pecou por isso. Assim, Jesus diz que a necessidade é maior do que qualquer lei da religião, e que o sagrado se faz santificado pela necessidade que é essencial à vida. Além disso, Ele declara o sacerdócio de Céu Aberto que Ele inaugurava, no qual todos os homens poderiam ganhar a consciência livre para saber a diferença entre o atender a uma necessidade básica da vida, e uma transgressão.

E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.


Jesus se identifica com os humanos ao dizer que o Sábado foi feito para o homem, e não o contrário; para então concluir que sendo Ele humano, e, entre os humanos, o Filho do Homem; tanto pela Sua humanidade, quanto também pela Soberania do Significado dela, Ele era o Senhor do Sábado. Todavia, o tom no qual Ele se apresenta como o Filho do Homem é de Senhor do Sábado, o que equivale a Senhor da Criação. Aquele que diz quando é a hora do descanso. Para os ouvidos puristas e doentes de religiosidade dogmática e tradicional como os dos fariseus, aquela declaração era como alfinete nas nádegas da alma religiosa. Simplesmente não dava para ser menos explicito. Quem falava era o Senhor Homem.

De novo, entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos. E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem. E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio! Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio.

Tudo começou com Jesus sendo provocado acerca de Sua amizade com pecadores. Depois Ele deu respostas. Agora Ele mesmo toma a iniciativa da provocação. Entra na Sinagoga e provoca. Põe um problema. E mais do que isto: Ele assume que para a mente religiosa fazer o que Ele faria seria uma “transgressão”, e faz assim mesmo. E faz tudo se explicar pelas razões de um coração paterno.

Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada. Retirando-se os fariseus, conspiravam logo com os herodianos, contra ele, em como lhe tirariam a vida. Retirou-se Jesus com os seus discípulos para os lados do mar. Seguia-o da Galileia uma grande multidão. Também da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, dalém do Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande multidão, sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com ele.

Ao fim desse intenso encontro as motivações ficam estabelecidas. A religião precisa matar Aquele que a desestabiliza tão radicalmente, tirando de suas mãos o poder e o controle. Já o caminho do Reino segue para o ar livre, não para os conluios da morte e nem para a conspiração dos mesquinhos e empedernidos de justiça própria, mas sim para as gentes, para todas as pessoas, abrindo-se em todas as direções, suscitando desejo por Deus em corações muito diferentes entre si. Todos, porém, abertos para Jesus. Esta é apenas uma página do Evangelho Segundo Marcos, mas poderia ser muito bem o resumo histórico acerca de como a Religião trata o Evangelho.

Nele, que é maior que todas as religiões e não cabe em nenhuma delas.

Caio 

Examine tudo e retenha o que for bom.

4 de setembro de 2014

PREGAÇÃO QUE NÃO OUVIMOS

O CRIADOR FALANDO PELA BOCA DO PROFETA AMÓS.

Foi o Criador quem fez as montanhas e criou o vento. Ele revela os seus planos aos seres humanos. Ele faz o dia virar noite e anda por cima das montanhas. Este é o seu nome: o Altíssimo, o Deus Todo-Poderoso.

Povo de Israel escute esta canção triste que eu canto a respeito de você:

 “Israel, bela e pura como uma virgem, caiu e nunca mais se levantará! Está caída na sua própria terra, e ninguém a ajuda a se levantar!”

O Criador diz:Se uma cidade mandar mil homens para a guerra, somente cem voltarão vivos; se mandar cem homens, somente dez voltarão.

O Criador diz isto ao povo de Israel:Voltem para mim a fim de que tenham vida.

Mas não me procurem em Betel, nem em Gilgal, nem em Berseba, pois o povo de Gilgal será levado como prisioneiro para fora do país, e a cidade de Betel vai ficar em ruínas.

BETEL - Foi neste local que Abraão armou a sua tenda e edificou o seu primeiro altar.

GILGAL - é um local mencionado na Escritura e está intimamente associado com a ideia da relação especial de Israel com o Altíssimo. Quando Josué conduziu o povo para a terra prometida, eles construíram um memorial em Gilgal. 

BERSEBA - O poço de Berseba foi objeto de conflito entre Abraão e o rei Abimeleque, e mais tarde tornou-se um sinal do juramento que ali eles fizeram. Também nesse local O apareceu a Isaque e lhe transmitiu a promessa que havia feito a seu pai, Abraão. 

Voltem para o Pai e vocês viverão. Se não voltarem, ele descerá como fogo para destruir o país de Israel, e em Betel ninguém poderá apagar esse fogo.

Em vez de praticarem a justiça, vocês praticam a injustiça, que causa amargura, e não respeitam os direitos dos outros.

O Criador criou as estrelas, as Sete-Cabrinhas e as Três-Marias. Ele faz a noite virar dia e o dia virar noite. Ele chama as águas do mar e as derrama sobre a terra. O seu nome é Altíssimo. 

SETE-CABRINHAS - Grupo de sete estrelas visíveis a olho desarmado, que fazem parte do aglomerado galáctico situado na constelação do Touro. 

TRÊS-MARIAS - é o nome popular dado a um asterismo de três estrelas que formam o cinturão da constelação de Orion, o caçador. 

Ele acaba com os poderosos e destrói as suas fortalezas.

Vocês têm ódio daqueles que defendem a justiça e detestam as testemunhas que falam a verdade; vocês exploram os pobres e cobram impostos injustos das suas colheitas. Por isso, vocês não vão viver nas casas luxuosas que construíram, nem chegarão a beber o vinho das belas parreiras que plantaram.

Eu sei das muitas maldades e dos graves pecados que vocês cometem. Vocês maltratam as pessoas honestas, aceitam dinheiro para torcer a justiça e não respeitam os direitos dos pobres.

Não admira que num tempo mau como este as pessoas que têm juízo fiquem de boca fechada!

Procurem fazer o que é certo e não o que é errado, para que vocês vivam. Assim será verdade o que vocês dizem, isto é, que o Criador, Todo-Poderoso, está com vocês.

Odeiem aquilo que é mau, amem o que é bom e façam com que os direitos de todos sejam respeitados nos tribunais. Talvez o Criador, o Todo-Poderoso, tenha compaixão das pessoas do seu povo que escaparem da destruição.

O Criador, o Todo-Poderoso, diz: — Haverá gritos de dor em todas as cidades, e as ruas ficarão cheias de gente chorando. Até lavradores serão chamados para chorar pelos defuntos, junto com as pessoas que são pagas para fazer isso.

Haverá choro em todas as plantações de uvas. E tudo isso acontecerá porque eu virei castigá-los. Eu, o Criador está falando.

Ai dos que querem que venha o Dia do Criador! Por que é que vocês querem esse dia? Pois será um dia de escuridão e não de luz.

Será como um homem que foge de um leão e dá de cara com um urso; ou como alguém que entra em casa e encosta a mão na parede e é picado por uma cobra.

O Dia do Criador não será um dia de luz; pelo contrário, será um dia de trevas, de escuridão total.

O Criador diz ao seu povo:Eu odeio, eu detesto as suas festas religiosas; não tolero as suas reuniões solenes.

Não aceito animais que são queimados em sacrifício, nem as ofertas de cereais, nem os animais gordos que vocês oferecem como sacrifícios de paz.

Parem com o barulho das suas canções religiosas; não quero mais ouvir a música de harpas.

Em vez disso, quero que haja tanta justiça como as águas de uma enchente e que a honestidade seja como um rio que não para de correr.

— Povo de Israel, por acaso, vocês me apresentaram sacrifícios e ofertas de cereais durante os quarenta anos em que estiveram no deserto?

Agora, vocês vão sair carregando as imagens do deus Sicute e da estrela Quium, que vocês fizeram para adorar. Vocês vão carregar essas imagens quando eu os levar como prisioneiros para lá de Damasco. Eu, o Criador, o Todo-poderoso está falando.

Ai dos que têm uma vida boa em Jerusalém! Ai de vocês que vivem sossegados em Samaria, vocês que são as autoridades desse grande país de Israel, vocês a quem o povo vai pedir ajuda!

Vocês dizem ao povo: “Vão olhar a cidade de Calné, e depois vão até a grande cidade de Hamate, e dali cheguem até a cidade de Gate, na terra dos filisteus. Por acaso, aqueles povos são mais ricos do que nós ou os seus países maiores do que o nosso?”.

Vocês não querem acreditar que o dia do castigo esteja perto, mas o que vocês estão fazendo vai apressar a chegada de um tempo de violência.

Ai de vocês que gostam de banquetes, em que se deitam em sofás luxuosos e comem carne de ovelhas e de bezerros gordos!

Vocês fazem músicas como fez o rei Davi e gostam de cantá-las com acompanhamento de harpas.

Bebem vinho em taças enormes, usam os perfumes mais caros, mas não se importam com a desgraça do país.

Portanto, vocês serão os primeiros a serem levados como prisioneiros para fora do país, e não haverá mais banquetes alegres.

O Criador, o Todo-Poderoso, jurou assim: — Eu vou entregar a cidade de Samaria nas mãos do inimigo, que levará embora tudo o que encontrar. Pois eu odeio o orgulho do povo de Israel, detesto os seus palácios.

E vai acontecer que, se houver dez pessoas numa casa, todas morrerão.

E, quando alguém chegar para tirar da casa o corpo do seu parente e queimá-lo, perguntará a quem ainda estiver vivo lá dentro: “Tem mais gente aí?” O outro responderá: “Não tem, não.” Então o primeiro dirá: “Cale a boca! Não devemos nem dizer o nome do Criador!”.

Pois o Criador vai dar uma ordem, e todas as casas, as grandes e as pequenas, serão destruídas.

Por acaso, podem os cavalos galopar sobre as rochas? Ou será que os bois podem puxar o arado no mar? Claro que não! Mas vocês fazem a honestidade virar veneno e a justiça virar injustiça.

Vocês se orgulham de terem derrotado a cidade de Lo-Debar e se gabam, dizendo: “Pela nossa própria força conquistamos Carnaim”.

O Criador, o Todo-Poderoso, diz:Povo de Israel vou mandar uma nação invadir o seu país, e todos vocês serão perseguidos desde a subida de Hamate, no Norte, até o riacho Arabá, no Sul. 


Leia as Escrituras.